
Um destes dias um colega de trabalho sussurou-me ao ouvido:
- És como as searas alentejanas, prometes muito mas dás muito pouco.
Fiquei a pensar naquilo, mas que raio quereria ele dizer? Seria alguma insinuação aos meus níveis de fertilidade? É certo que a minha criação é tipo único, mas... não me parece, e depois, o meu ginecologista disse-me uma vez que eu os tinha bastante elevados. Já foi há muitos anos, mas...
Continuei a pensar.
Prometes muito e cumpres pouco? Questões de trabalho também não seriam que nesse campo sou muito cumpridora.
Ora, não me lembro de lhe ter prometido nada. Calma... o assunto seria... SEXO? Terá ele interpretado o bom humor e simpatia que me caracterizam (gaba-te cesta) como uma promessa? Expectativa gorada...
Se calhar sou mesmo como as searas alentejanas, ou então, são os agricultores alentejanos que esperam obter grelos daquelas terras secas e áridas. Ora toda a gente sabe que o grelo é vegetal que necessita de muita água.
Para concluir, moral da estória: Se não sabes ler trilhos, não te metas no meio da mata.
3 comentários:
O grelo não pode ser vegetal, nem num estado vegetativo...
Gostei muito!
Isso, Cabra!
Cabra!!!!!
Não me ponhas alentejanos a dar grelos a porcos.
Mantem essa gente na bolota.
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